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O Jornal da Record (ou JR) é o principal telejornal da Rede Record. Exibido de segunda à sexta às 20h30 e aos sábados às 19h45, estreou em 1972. Atualmente é ancorado por Celso Freitas e Adriana Araújo.

O Jornal

Traz os principais acontecimentos do dia no Brasil e no mundo além de reportagens investigativas. Além da previsão do tempo e das séries de reportagens em cinco ou seis episódios, o JR também possui alguns blocos de notícias durante sua exibição diária.

Também é exibido pela Record News em horário alternativo. É o programa mais longínquo da emissora, com mais de 40 anos no ar.

História

O Jornal da Record existe desde os tempos em que a TV Record encabeçava a REI - Rede de Emissoras Intependentes, uma rede de emissoras de propriedade de Silvio Santos. O telejornal entrou no ar pela primeira vez em 1972, substituindo o Jornal da REI. Hélio Ansaldo foi o primeiro apresentador. Entre 1976 à 1985, ganhou o nome de "Jornal da Noite".

Em 1985, era apresentado por Ricardo Carvalho, com comentários de Celso Ming e Paulo Markun e reportagens de Silvia Poppovic. Carlos Nascimento passa a apresentar o jornal em 1989. Mesmo com a emissora estando a beira da falência, o jornal tinha duas horas de duração e fazia sucesso entre o público formador de opinião.

O telejornal sofreu reformas a partir dos anos 90, já que a emissora havia sido comprada por Edir Macedo e havia o projeto de se tornar rede. Maria Lydia Flandoli assumiu a apresentação em 1990. Nesta época, o jornal tinha duas edições, a primeira se tratava de um telejornal local, e a segunda com notícias do Brasil e do mundo. Em 1991, Maria Lydia é substituida por Salette Lemos, que no ano seguinte é substituida por Carlos Bianchini e Adriana de Castro. Carlos sai em 1994 sendo substituído por Carlos Oliveira.

Ele fica até março de 1996 e volta a apresentar em 1999. Durante esse tempo, o jornal foi apresentado por Chico Pinheiro. Chico envolveu-se em polêmicas com os donos da emissora, acusando-os de censura. Com isso, Adriana de Castro reassumiu a bancada e ficou até 1997, quando passou a ser ancorado por Bóris Casoy. Em dezembro de 2005, Casoy foi demitido da emissora sob a alegação de que não se adequava mais aos padrões do jornalismo da Record. Casoy revidou, dizendo que havia sido demitido por pressão do PT. Em seu lugar, Heleine Heringer assumiu o noticiário.

Pouco menos de um mês da demissão de Bóris, o JR aparece reformulado. Apresentado por Celso Freitas e Adriana Araújo, o jornal ganhou mudanças no cenário e vinheta. Além de uma equipe com 15 jornalistas novos, a maioria vindo da Rede Globo. Em 7 de maio de 2009, a Rede Record anunciou a contratação de Ana Paula Padrão. Enquanto ela não estreava, Janine Borba e Marcos Hummel assumiram a apresentação do jornal. Ana estreou em em 29 de Junho, ao lado de Celso Freitas.

Em 27 de Setembro de 2010, passa a ser transmitido em HD. Em 1º de Novembro, Ana Paula Padrão e Adriana Araújo entrevistam a recém eleita presidente Dilma Rouseff. A entrevista foi a primeira de Dilma depois da vitória. Nenhum presidente democraticamente eleito tinha dado uma entrevista para outra emissora que não fosse a Globo.

Em 11 de julho de 2011, o telejornal passou a ser exibido às 19h40, saindo do confronto direto com o Jornal Nacional. Em outubro, devido aos Jogos Pan-americanos de Guadalajara, passa a ser exibido às 18h20, com Ana Paula Padrão da redação montada na cidade-sede e Celso Freitas em São Paulo. Após o fim dos jogos, o jornal passa a ser exibido em seu horário normal. Em 20 de março de 2013, Ana Paula Padrão apresentou pela última vez o JR. Ela rescindiu o contrato com a emissora. Adriana Araújo volta ao comando do telejornal.

Controvérsias

No dia 4 de Outubro de 2018, o Jornal da Record exibiu uma entrevista exclusiva feita pelo jornalista Eduardo Ribeiro com o então candidato à Presidente da República Jair Bolsonaro (PSL), um mês após o mesmo sofrer uma facada durante uma campanha. Essa entrevista foi exibida no mesmo horário do Debate entre Presidenciáveis do Primeiro Turno que a Globo promovia ao vivo, e fez o noticiário marcar 13 pontos de média, 15 pontos de pico e share de 18%. A polêmica atitude gerou críticas de uma parte do público que acusou a emissora de favorecer o candidato que se tornou eleito no segundo turno. [1][2]

Profissionais de Jornalismo teriam denunciado o Grupo Record para o Sindicato dos Jornalistas Profissionais no Estado de São Paulo (SJSP), alegando sofrerem pressão da direção da emissora para que o jornalismo beneficiasse Bolsonaro e prejudicasse o então candidato Fernando Haddad (PT)[3]. Esses acontecimentos fizeram com que a então chefe de redação do Jornal da Record, Luciana Barcellos, se demitisse. [4]

Haddad teceu críticas à Edir Macedo, líder da Igreja Universal do Reino de Deus e dono da RecordTV, que havia declarado apoio à Bolsonaro. O candidato do PT chamou Edir de "charlatão" e "fundamentalista religioso". Dias depois, o Grupo Record emitiu uma nota repudiando os ataques considerados "covardes" do petista. E também afirmou que a emissora "procura sempre apresentar suas reportagens jornalísticas de forma equilibrada, mesmo com as críticas infundadas e ofensivas de qualquer candidato".[5]

Histórico de Apresentadores

Titulares

Eventuais

Tempo

Titular

  • Carla Cecato (2006-2009)
  • Camila Busnello (2006-2012)
  • Lidiane Shayuri (2009-atual)
  • Nathália Leite (2013-atual)
  • Manuela Queiroz (2015-atual)
  • Salcy Lima (2015-atual)

Eventual

Referências

  1. Com entrevista de Jair Bolsonaro, Jornal da Record bate recorde de audiência em São Paulo e no Rio de Janeiro — Observatório da TV
  2. Entrevista sela aproximação entre Record e Bolsonaro, que quer sua 'Fox News' — Folha
  3. Reportagem da Record com Bolsonaro será novamente no mesmo horário de debate presidencial — TV Foco
  4. Jornalista que deixou Record apoia Haddad para "exercer a profissão livre" — UOL
  5. Record diz repudiar falas de Haddad e 'alguns veículos de comunicação' — Folha