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A Filha do Demônio
Filhadodemonio

Tipo

Minissérie

Estreia

3 de Março de 1997

Último Capítulo

7 de Março de 1997

Emissora Original

Rede Record

Outras Emissoras

Rede Mulher (2000)

Escrito por

Ronaldo Ciambroni

Direção

Atílio Riccó

A Filha do Demônio, foi uma minissérie produzida pela Rede Record. Exibida entre 3 e 7 de Março de 1997. Escrita por Ronaldo Ciambroni e direção-geral de Atílio Riccó. Reprisada pela Rede Mulher em 2000.

Sinopse

Mário, um viúvo e vendedor de pentes da Praça da Sé, em São Paulo, está desesperado por ser muito pobre, e está disposto a tudo por dinheiro. Ambicioso e sem escrúpulos, conhece o mundo das feitiçarias, e vende a alma de sua filha Ana, ainda criança, em troca de 100 mil dólares, não se importando com o que será feito de sua filha dali pra frente.

Os anos se passam e Mário lucrou muito com o pacto demoníaco. Ele vive com muito dinheiro, sem problemas na vida financeira, e gasta muito em diversão com garotas de programa, porém tem uma péssima relação com a filha que nunca soube do que o pai fez.

Ana cresce e aos poucos nota que é diferente das outras crianças, sendo muito depressiva e infeliz, preferindo ficar sozinha, além de estar sempre doente. A pobre menina também sofre por ser órfã de mãe e com a indiferença do pai, que vive bêbado e a deixa na mão de vizinhas que a maltratam.

Ao chegar a adolescência se torna uma garota problemática e revoltada, ficando atormentada por pensamentos de suicídio, por se sentir a mais infeliz dos seres, não ter um pai presente e não ter mãe viva. Ela acaba desenvolvendo uma raiva doentia da vida, se tornando agressiva com todos por causa desse pacto. Ela se torna uma jovem rebelde, e passa a se envolver com drogas, bebidas e prosituição, além de tráfico, se envolvendo mulher com um bandido.

A cada dia Mário vai perdendo dinheiro e chega ao fundo do poço. Sua relação com o pai está destruída, nunca se deram bem, e aí ele percebe o quanto foi monstruoso em vender o espírito de sua menina, pois isso tudo que está acontecendo ele crê que foi culpa dele, ao fazer acordos com almas das trevas. Ana descobre que é dominada por demônios desde criança, ficando com ódio do pai, e a partir daí ela fará um inferno na vida dele, o humilhando de todas as formas, pensando atém em matá-lo.

Ana passa a ser mais atormentada que antes, por espíritos das trevas, que viream para buscar sua alma, intensificando o comportamento rebelde e destrutivo da menina. Ana acaba por ficar fora de si e passa a fazer maldades, como tentar matar e roubar, mas no fundo seu coração é bom, porém não consegue se controlar, uma força a empurra para uma vida que ela não quer, e ela nunca entendeu isso.

Ana está com a vida destruída, tentando perdoar o pai, mas algo impede dela fazer isso. Querendo se tornar outra mulher, passa a sofrer muito, pois nada a deixa caminha para frente, pois naquele pacto foi vitimada pela magia negra. Agora consciente que sua vida está dessa forma não por sua culpa, mas por culpa de forças trevosas, tentar se livrar de tudo de mau que as forças ocultas ocasionaram em sua vida, antes que seja tarde e os demônios tirem sua vida, através dos vícios.

Elenco

Ator/Atriz Personagem
Patrícia de Sabrit Ana
Luiz Carlos de Moraes Mário
Liza Vieira Diná
Gustavo Machado Maciel
Monique Lafond Rachel
Ruthinéa de Moraes Evani

Produção

Foi a primeira produção de dramaturgia da Rede Record após a venda da emissora para Edir Macedo e após um jejum de 20 anos sem nenhuma produção do tipo (A última foi O Espantalho de 1977). 

Foi exibida dentro de uma faixa chamada "Série Verdade". Sendo a primeira minissérie de tema religioso exibida pela emissora. Dando início a uma série de outras minisséries que foram exibidas na faixa. 

Divulgava a Igreja Universal do Reino de Deus, em uma época que os programas da igreja eram tratados como programas da emissora, não como independentes. Tratou o satanismo como tema.

Recepção

O jornalista Marcelo Rubens Paiva, do Jornal Folha de S. Paulo, fez a seguinte crítica:

"Era de se esperar. A Filha do Demônio, nova minissérie da Rede Record, que estreou nesta semana, é tão ruim que é ótima. Atingiu 5 pontos de audiência - cerca de 400 mil telespectadores na Grande Sâo Paulo. Os cenários são escarnecidos, os efeitos especiais, grotescos, os diálogos, impagáveis. Habituado a um padrão de novela de alta qualidade e rotatividade, o espectador brasileiro está à frente de um dilema: isso é para ser levado a sério? O enredo é baseado no clássico mito do homem que barganha com o demo. (…) O grande vilão do primeiro capítulo é o restaurante, templo da gula. Para os autores, um pobre com dinheiro passa a frequentá-lo. Talvez seja uma mensagem subliminar, afinal, um restaurante rouba fregueses, digo, fiéis dos cultos da Igreja Universal, dona da emissora. No capítulo seguinte, a criancinha cresce. Quinze anos depois. Em cena, Patrícia de Sabrit, cuja personagem envolve-se com tóxico e sexo. É o preço cobrado pelo "capeta". A Record descobriu a pólvora. Com suas limitações, não dá para imitar a Globo. Não há recursos para uma produção sofisticada. Resolveu, então, partir para um estilo próprio, escancarando. Está de parabéns. E engole em seco aquele que imaginava que o gênero havia se esgotado."

Curiosidades

  • A minissérie que sucedeu A Filha do Demônio foi Olho da Terra, que tratava do mesmo tema: magia negra.
  • Foi reprisada pela Rede Mulher em 2000 durante a programação da Igreja Universal

Vídeos

A Filha do Demônio 05 03 1997 - Capítulo 338:23

A Filha do Demônio 05 03 1997 - Capítulo 3

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